Jan 29
Em algumas horas estarei me mandando de férias e vou dar umas voltas em terras cisplatinas. Tenho duas missões nessa viagem: a primeira é conseguir ser entrevistado pelo Amaury Jr. no Conrad de Punta del Este. A outra é coletar a maior quantidade de alfajores e trazer intactos de volta ao Brasil.

Diz a lenda que estou indo para lugares civilizados. Se isso for verdade, vou dando flashes da viagem aqui. Caso contrário, dia 09 volto com novidades.
Jan 29
Estive fora por uns dias, mas não estive sozinho, pois estava na constante companhia de Amoxilina, Prelone, Xarope Seki, Trimedal, Paracetamol, Celestamin D, Arcóxia e Omeprazol.
Para azar de vocês, sobrevivi e estou de volta.
Jan 23
E o bom e velho FEBEAPÁ continua. Agora vamos analisar uma notícia recentemente vinculada em um grande jornal carioca de nome esférico:
Primeiro cruzeiro gay do Brasil parte do Rio no carnaval
Essa vai fazer a paulistada cair de pau (ui!) em cima de nós cariocas e invocarem o viril espírito bandeirante para fazerem piadas de duplo sentido (não em tandem, mas em singela mesmo) com a masculinidade fluminense.
Mas tudo não passa de pura falta de informação e deturpação da realidade, pois esse navio, na verdade, nada mais é do que a devolução de uma carga de frutas (e alguma leguminosas anatomicamente avantajadas) argentinas que estavam frescas demais para consumo imediato.
Cogitou-se armazenar a carga no CEASA de Irajá até o Carnaval, na esperança das frutas maturarem até lá. O problema é que a “constante possibilidade” de incêndio no depósito, fez com que os importadores ficassem com medo das frutas queimarem antes da hora. Além disso, outro receio dos importadores era de que a proximidade de Irajá com Bangu III fizesse com que o detento, meliante e cabo da PM Nego Boiça (também conhecido como Pimpão-Treliça), ordenasse o consumo imediato das frutas, reduzindo drasticamente o estoque para o carnaval.
No fim, mesmo os atacadistas (atacadinhasistas) acabaram desistindo do lobby, pois por estarem frescas demais, as frutas poderiam começar a fazer doce antes da hora, prejudicando o consumo e estragando a dieta de várias Barbies e Kens de academia.
Mas a devolução do navio não sacrifica os estoques para a festa profana, pois uma nova carga hortifrutera já foi encomendada de Campinas e Pelotas e já deve chegar maduras à tempo da pajelança.
Jan 19
Aqui estou completando quase duas semanas usando uma bengala. A conclusão mais óbvia que tirei foi que não existe charme nenhum em usar uma bagaça dessas. Você manca, seu braço dói por sustentar seu peso, a palma da sua mão machuca por pressionar a bengala, seu dedão fica esfolado de esfregar constantemente na sua roupa… enfim. Não dá para tirar nenhum onda com uma bengala em punhos.
Para piorar, as pessoas te olham na rua como se você fosse uma ameaça à integridade delas (isso deve explicar o efeito-mar-vermelho) e mesmo as mais solidárias não deixam de achar estranho uma pessoa tão nova usando uma bengala e ficam achando que existe alguma pegadinha naquela cena bizarra. O resultado é que você sente que 90% das pessoas que estão te ajudando, só o estão por mera culpa católica (ou protestamte, judáica, budista, tanto faz).
Me sinto como sendo um astro de algum freakshow: - Filha, não aponta. É feio! Ele não pediu para nascer assim. Basta perceberam que eu estou olhando que elas conseguem piorar meu estado de espírito fazendo cara de que estão com pena de mim.
O interessante é que isso tudo tem feito minha paciência ir indo ladeira abaixo e, aos poucos, tenho ficado cada vez mais parecido com o House. Veja só alguns exemplos:
- Filho, Deus está do seu lado e vai amenizar seu sofrimento.
- Ué? Deus agora se chama Codeína?
- Você está parecendo o House.
- E você está parecendo uma vadia.
- Que isso, Rafa!
- Ué? Não é para parecer o House?
- Para que a bengala? Algum problema na perna?
- Não. Estou só usando para ter assuntos nos posts do meu blog.
A culpa é toda da bengala…
Jan 19
Aposto que se as filhas do George - the wrong man in the wrong place - Bush fossem um pouco mais novas, esse teria sido o presente que ela iriam ganhar de Natal:

“Filinhas, o que acham de sairmos para caçarmos uns democratas hoje?”
Incrivelmente essa arma é de verdade e mais fotos podem ser encontradas no link da notícia. Agora fico imaginando o que aconteceria caso o Capitão Nascimento tivesse que usar uma dessas. No mínimo ele iria pedir para ser rebaixado à guarda de trânsito. Ou então iria se tornar o Guarda Juju.
fonte: RifleGear
Jan 18
Esse ano a MacWorld não foi um advento como a do ano passado. A grande novidade foi o MacBook Air, um notebook que de tão pequeno pode ser facilmente escondido nas dobrinhas de gordura de qualquer pessoa com mais de 112 kg ou na cueca/calcinha de qualquer pessoa com mais de 50 anos. E de tão fino que pode ser usado como barbeador.
Mas isso tudo é bobagem. Aposto que se não fosse a Apple, rapidinho a Positivo iria lançar algo tão sensaciona quanto. O legal desse lançamento é que a Apple, pela primeira vez na história, pensou em uma maneira de facilitar a vida dos contrabandistas do terceiro mundo da classe média brasileira. Logo no início da apresentação, Steve Jobs trouxe o bibelô dentro de um desses envelopes-pardo. Rapidamente esse site decidiu criar uma versão acolchoada para facilitar o transporte:

Agora, quando for passar pela alfândega, coloque sei MCA dentro de um desses e seja feliz.
Outra dica boa para caso queira trazer um MacBook Air dos EUA, é colá-lo ao seu braço com fita-banana. Se te perguntarem o que é, faça cara de gatinho-de-botas e responda que é um desses adesivos transdérmicos para parar de fumar.
Jan 15
Esse serelepe ligamento fiacava pulando de um lado para o outro até que foi sumariamente destruído numa cama-elástica. Não vou entrar em mais detalhes nessa vergonhosa história e pularei para as conseqüências:

Agora estou que nem o Greg House: manco e de bengala. Obviamente que – espero – é uma condição temporária (entenda “até necessariamente antes do carnaval”), mas nem por isso deixo de passar pelas mazelas de quem faz um uso mais justo de tal equipamento.
Na primeira vez que fui pegar um ônibus, ao subir* as escadas, logo de cara duas pessoas se levantaram para me oferecer lugar. Mesmo não estando errado ou fingindo, fui tomado de uma vergonha absurda e acabei recusando as ofertas.
* “Subir” aqui é com muita licença poética e boa vontade, pois eu parecia mais o Gollum se arrastando pelas cordilheiras de Mordor.
Outra experiência interessante foi minha ida ao shopping. Logo de cara tive que encarar o primeiro desafio: subir as escadas rolantes. Minha Nossa Senhora, o fela que projetou isso certamente não tinha mãe ou nunca precisou encarar o desafio que é sincronizar o passo, a bengala e a velocidade dos degraus. Agora entendo quando dizem que cotidiano de inteiros é adrenalina de aleijado.
Porém nem tudo está perdido. Ainda andando pelo shopping descobri algum benefício de ficar carregando esse elemento fálico em minhas mãos. Não sei se é porque as pessoas se assustam (tamanho?) ou ficam com pena, só sei que quando elas me vêem, abrem um corredor para eu passar sem me preocupar em esbarrar em nada. Praticamente como eu estivesse dirigindo uma ambulância num engarrafamento. Eu apelidei esse fenômeno de efeito-mar-vermelho.
Quinta-feira vou descobrir se essa situação é temporária ou permanente. Se for permanente, fico feliz de pensar na possibilidade de arrumar uma Cameron para mim.
Jan 14
Eu não fumo, mas agora tenho um Zippo e estou insuportavelmente chato.
Jan 12
Enquanto procurava a quarta temporada de House (eu sei, ainda incompleta) no The Pirate Bay, me deparei com um anúncio visualmente muito interessante.
Aparentemente essa Isis, de 20 tenros aninhos, está disponível na minha área, que segundo o anúncio, é Guarantã do Norte. Eu que não sou bobo, já fui tratando de descobrir onde fica a essa tal de Guarantã do Norte. Vai que fica é algum lugar bacana no norte fluminense, conhecido por suas beldades e políticos escroques.
Decepção total. O buraco é longe…. muito longe! O Google Earth levou quase dois minutos para achar a cidade, se perdeu no caminho e precisou da ajuda de um frentista para chegar. Isso porque a cidade fica na fronteira do Mato Grosso com o Pará, a 725 km de Cuiabá (que já é longe – diz a lenda que “iabá” é o tupi-guaraná para “de Judas”).
Infelizmente Como meu Legacy ainda não foi entrege pela Embraer, vou abortar a ida à Guarantã e voltar à caça pelo torrent da quarta temporada de House.
PS: O primeiro que disser que essa propaganda é forjada, vai ganhar um soco na cabeça para desentupir o cérebro.
Jan 12
Se tem alguma coisa que me incomoda muito, é quando alguém tenta me enganar, seja na conta do bar que leva um upgrade na quantidade de cervejas, seja na oficina mecânica quando a rebimboca–da–parafuseta genérica custa vinte vezes mais do que a original.
No mundo digital também mantenho essa postura. Vejam essas duas fotos que foram publicadas ontem no Autoblog:


Vocês conseguem ver o que está errado? (Obviamente desconsiderando a heresia de transformar um Mustang num Aston Martin)
Numa foto tem-se o carro voando na pista. Na outra um crazy drift para deixar qualquer jogador de Need for Speed com o queixo caído. Bacana, né? O carro deve ser bom mesmo. Tão bom que faz isso tudo sem nem precisar de motorista…
Como é pouco provável que a agência de defesa dos Estados Unidos esteja pesando em ir para a guerra com mais requinte, a bordo de um carro superesportivo de luxo, imagino que isso seja obra do filho do dono da oficina que fez a transformação.
É o que eu digo: Junto com o Photoshop, a Adobe poderia vender bom-senso enlatado e saches de bom-gosto.
PS : Dá até para brincar de jogo dos sete (mil) erros nas fotos, pois além do infeliz ter esquecido de colocar um blur nas rodas, dá até para ver o reflexo do fotógrafo.
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