Como não usar o Photoshop

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Se tem alguma coisa que me incomoda muito, é quando alguém tenta me enganar, seja na conta do bar que leva um upgrade na quantidade de cervejas, seja na oficina mecânica quando a rebimboca–da–parafuseta genérica custa vinte vezes mais do que a original.

No mundo digital também mantenho essa postura. Vejam essas duas fotos que foram publicadas ontem no Autoblog:

mustaston_1.jpg

mustaston_2.jpg

Vocês conseguem ver o que está errado? (Obviamente desconsiderando a heresia de transformar um Mustang num Aston Martin)

Numa foto tem-se o carro voando na pista. Na outra um crazy drift para deixar qualquer jogador de Need for Speed com o queixo caído. Bacana, né? O carro deve ser bom mesmo. Tão bom que faz isso tudo sem nem precisar de motorista…

Como é pouco provável que a agência de defesa dos Estados Unidos esteja pesando em ir para a guerra com mais requinte, a bordo de um carro superesportivo de luxo, imagino que isso seja obra do filho do dono da oficina que fez a transformação.

É o que eu digo: Junto com o Photoshop, a Adobe poderia vender bom-senso enlatado e saches de bom-gosto.

PS : Dá até para brincar de jogo dos sete (mil) erros nas fotos, pois além do infeliz ter esquecido de colocar um blur nas rodas, dá até para ver o reflexo do fotógrafo.

2 Comentários para “Como não usar o Photoshop”

  1. Rafael Netto Says:

    hã… se não avisasse eu não saberia que não era um Aston Martin…

    Tô achando que o cara não queria dar impressão de movimento, e sim “esconder” o fundo pra realçar o carro.

  2. Rafa Borges Says:

    Existem maneiras muito mais eficientes de se esconder o fundo. Um simples Blur já seria o suficiente e poderia ser feito com qualquer SLR chulé. Motion blur é usado para dar impressão de movimento mesmo, como se a pessoa estivesse fazendo panning.

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