Firefox Download Day e Inclusão Digital

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Eu, honestamente, achei um pouco forçado o Firefox Download Day. Mas acabei de rever meus conceitos após a liberação das estatísticas de download do navegador. Uma das coisas que mais me chamou a atenção, foi o baixo número de downloads no Brasil: aproximadamente 600.000.  Por que acho baixo? Vamos apelar para a matemática.

Segundo o IBGE, somos aproximadamente 186 milhões. Obviamente nem todos acessam a internet. Assim descontando esses exclúidos e descontando pessoas como o Cardoso e a Cora, que contam como quatro ou cinco, um chute de 5% está razoável (pelo IBGE deveria ser mais). Desses 5%, somente 19% usam o Firefox. Fazendo as contas temos mais de 1,5 milhões de brasileiros que usam o Firefox. Número bom, certo? Então por que diabos ficamos com uma quantidade de downloads equivalente à Turquia ou ao Iran?

Não vou entrar no mérito da publicidade torta e de todos os problemas de download nas primeiras horas, mas isso pode indicar um grave problema de comportamento do usuário brasileiro: os usuários são - com o perdão da redundância - meros usuários e não se preocupam em pesquisar sobre atualizações e novidades. Podemos ter uma grande quantidade de pessoas acessando a internet, mas certamente nossos internautas (odeio essa palavra, mas não tenho outra melhor) não têm qualidade.

Pode até ser forçado, mas Guiné-Bissau, com seus 19 downloads do Firefox, uma população de 1,4 milhões e IDH inferior ao do Piauí, estatisticamente pode ter uma qualidade de usuários equivalentes ao do Brasil. Se bobiar, 19 downloads representam 70% de todos os computadores presentes no país…

Mactards, cuidado!

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cadeado_powermac.jpgEm um artigo publicado recentemente no ars technica, foi exposto o trabalho de alguns desocupados pesquisadores que descobriram ser possível roubar a senha de login no Mac OS X. O procedimento, que requer um certo grau de habilidade e técnica, é só recomendado para Jedis e Siths. Saca só:

- Primeiro é necessário ter acesso ao computador da pessoa logo após o mesmo ter sido desligado. Não pode passar de 35 segundos após o desligamento, sob o risco de perder os dados da memória RAM.
- Abre-se o gabinete Remove o pente de memória RAM.
- Depois, com nitrogênio líquido, baixa-se a temperatura do pente de modo a preservar os dados por um tempo ligeiramente maior.
- Feito isso, pluga-se o pente em um outro computador e extrai qualquer informação que estiver lá.
- Depois é necessário escovar os bits atrás da tão valiosa informação.

Depois dessa o status de sistema operacional seguro deveria ser cassado. Afinal, é inviável ter um computador tão inseguro assim a ponto de ter que colocar um cadeado no PowerMac. Designers no mundo todo devem estar em polvorosa numa hora dessas.

Voltemos ao Windows Vista…

Hay que endurecer

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Quando entrei na empresa onde trabalho atualmente, podíamos nos considerar pequenos, visto que éramos aproximadamente 100 pessoas distribuídas em dois andares e meio. Hoje a empresa cresceu e além dos 10 andares que ocupamos em um bem localizado prédio no centro do Rio, temos escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Manaus. O problema é que junto com o crescimento da empresa, veio o crescimento da burocracia digital e da padronização cega das estações de trabalho. Vou explicar.

Quando recebi meu primeiro computador, eu era o administrador da máquina e tinha acesso total e poderia fazê-lo de gato e sapato. Meu desktop era totalmente customizado para parecer um Mac e instalei o Grub para uma (desnecessária) instalação do Fedora. Fiz tudo isso sem precisar pedir ou me justificar. Instalar qualquer aplicativo era somente uma questão de querer. Faltou memória? Grita com o carinha do suporte que ele te arruma uns pentes bacanas em troca de duas latas de cerveja.

Mas as coisas mudaram. Hoje, ao chegar no escritório, me deparo com algo que considero um ultraje: papeis-de-parede e descansos de tela padronizados em todos os computadores. Uma espécie de socialismo digital onde Fidel é o gerente da rede e os Chevrolet 54 são os nossos HP’s e Dell’s. Absolutamente revoltante. Deve ser uma retaliação à renúncia de Fidel. Só pode.

Mas é óbvio que eu não poderia deixar barato. Juntei a tropa e me preparei para invadir a Baía dos Porcos. Lá, como eu sou uma espécie de paladino da desobediência civil digital, logo tratei de criar um script para reverter a situação. Com um pouco de inventividade, BSOD’s e Google, montei um script camarada para restaurar meu papel de parede.

Em tempo: como papel de parede, seguindo a sugestão do Guia dos Mochileiros da Galáxia, tenho um fundo branco com letras garrafais em vermelho que constantemente me dizem “Don’t Panic”. Muito útil quando se trabalha em contato com clientes.

Mas ainda sobra a questão fundamental sobre o que, de fato, é válido em uma empresa.

Quando eu era criança, sempre reclamei de usar uniformes na escola. Por que diabos eu precisava me vestir igual à todo mundo da sala? Até que no segundo grau foi para uma escola onde não havia uniformes e entendi perfeitamente bem a função: é muito complicado prestar atenção na aula quando aquela sua colega gata está usando uma mini-saia ligeramente menos decotada do que a que a Chun Li usava e deixava a molecada louca quando fazia aquele chute com uma rodada de pernas.

Quando a empresa é pequena, fica fácil de controlar o que cada um está fazendo. Mas e quando o tamanho impede tal coisa? Colocar inspetores em cada andar monitorando qual papel de parede é usado por cada um não é nem de perto uma solução que Stalin usaria. Forçar o papel de parede também não… Acontece que não existe certo ou errado nessa brincadeira e o bom senso tem que falar mais alto na hora de se tomar uma decisão dessas, pois por um lado a liberação pode levar à anarquia. Por outro, o bloqueio leva à indiginação.

Voltemos às réguas de cálculo e ábacos. O máximo de customização que se conseguia neles eram adesivos da Hello Kitty.

Como contrabandear o MacBook Air

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macbook_air.jpgEsse ano a MacWorld não foi um advento como a do ano passado. A grande novidade foi o MacBook Air, um notebook que de tão pequeno pode ser facilmente escondido nas dobrinhas de gordura de qualquer pessoa com mais de 112 kg ou na cueca/calcinha de qualquer pessoa com mais de 50 anos. E de tão fino que pode ser usado como barbeador.

Mas isso tudo é bobagem. Aposto que se não fosse a Apple, rapidinho a Positivo iria lançar algo tão sensaciona quanto. O legal desse lançamento é que a Apple, pela primeira vez na história, pensou em uma maneira de facilitar a vida dos contrabandistas do terceiro mundo da classe média brasileira. Logo no início da apresentação, Steve Jobs trouxe o bibelô dentro de um desses envelopes-pardo. Rapidamente esse site decidiu criar uma versão acolchoada para facilitar o transporte:

macbook-airmail.jpg

Agora, quando for passar pela alfândega, coloque sei MCA dentro de um desses e seja feliz.
Outra dica boa para caso queira trazer um MacBook Air dos EUA, é colá-lo ao seu braço com fita-banana. Se te perguntarem o que é, faça cara de gatinho-de-botas e responda que é um desses adesivos transdérmicos para parar de fumar.

Como achar pessoas no Orkut pelo email

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Sabe aquelas pessoas que dizem não ter Orkut, mas que na verdade a conta está lá, sem nenhum amigo, somente para xeretar os perfis dos outros? Pois essa gente está com os dias de anonimato contados, pois agora dá para buscar qualquer um no Orkut somente pelo email cadastrado. A dica, apesar de óbvia, é boa e fácil de seguir. Porém é imporante avisar: Essa dica só funciona se sua conta do Orkut está vinculada à uma conta do Gmail!

Vamos lá:

1) Primeiramente descubra o email da pessoa que você quer localizar no Orkut (duuhh).

2) Entre na sua conta do Gmail e clique em “contatos “.

contatos.png

3) Dentro de “contatos”, clique em “criar contato”

adicionarcontato.png

4) Na tela que se abrirá, preencha os campos com o nome e email de quem você quer buscar no Orkut. O nome pode ser qualquer coisa…

adicionarcontato2.png

5) Salve o contato e espere de 5 a 10 minutos (não é voodoo… Esse é o tempo para os servidores do Google atualizarem suas informações de contatos no Orkut). Aproveita e vai tomar um suco de laranja

6) Depois do suco, vá no Orkut e clique no botão de localizar amigos

acharamigos.png

7) Se a pessoa realmente tem uma conta no Orkut cadastrada com o email que você está procurando, o perfil dela irá aparecer na lista.

Em breve, segundo o prório pessoal do Google, esse mecanismo de busca será aberto para outras plataformas de email. Assim, provavelmente algum CSV da vida será liberado, o que significa que vai ficar mais fácil ainda achar pessoas no Orkut.

PS: Alguns podem me perguntar porque ilustrei o post com imagens de instrução. Simples: não acredito que uma pessoa que perca tempo fazendo isso, tenha QI suficiente para seguir instruções sem figurinhas.

Em terra de cego quem tem um olho é caolho

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ipod-touch.jpgLá estava eu, com meu iPod Touch, caçando uma rede wifi no centro do Rio. Eis que encontro uma rede chamada “free internet access”. Eu, que não nasci ontem, lembrei do velho ditado que diz que quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Para quem não está entendendo do que estou falando, é mais ou menos como se encontrar no meio do deserto, um vendedor de sorvetes dragão (aqueles  feitos com água da bica, corante e açúcar).

Acessei.

Logo de cara me atribuiram o IP 192.168.0.170, sendo que o tanto o DNS como o roteador estam em 192.168.0.1. Tentei acessar o MeioBit e milagrosamente o site abriu. Tava bom demais para ser verdade: conexão rápida, irrestrita e gratuita! Decidi ver o que o netstat tinha para me dizer. Pena que não tenho como colar aqui, mas haviam quatro IP’s (.10, .11, .12 e .13)  desesperadamente tentando acessar as portas várias portas aleatórias, entre elas a 139, 110, 80 e 21.

A questão é simples: eu conheço bem a vida real para saber me proteger dela. Além disso, os caboclos nem se deram conta que estavam tentando invadir um iPod. Eu estava seguro, mas quantas pessoas incautas, desesperadas para lerem seus emails, não acabam caindo nessas armadilhas e tem seus computadores vasculhados por lammers desocupados?

Aí levanto uma questão  interessante: quem chamar numa hora dessas? A polícia, que vai levar tanto tempo para periciar que até lá o wimax estará de pé no centro do Rio? O Carlos Cardoso, para causar um estardalhaço na internet? Ou um 1337H4×0rBoy de 12 anos para derrubar a rede com meia dúzia de comandos?

As vezes sinto falta de uma regulamentação dessas redes públicas. De forma alguma estou sugerindo capar todas e forçar Vex guela abaixo por aí. Mas mesmo assim ainda acho que deveria existir alguma coisa para proteger as pessoas que não nasceram dotadas de bom-senso.

É complicado proteger? De forma alguma: Uma chave pública de segurança para as redes credenciadas resolveria o problema. Custo baixo e transparência. O problema é que isso só irá acontecer quando um delegado tiver a sua planilha excel com os contatos do arrego do bicho roubada. Ou então quando um deputado perder a lista oficial de contribuintes da campanha eleitoral.

Ps: Enquanto o socorro não chega, fica a dica: Na região da Miguel Couto com Buenos Aires, corra da “free internet access” e da “free wifi access”.

Resoluções para 2008

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Para o próximo ano, tenho as seguintes resoluções em vista:

  • 1280 x 768
  • 1280 x 1024
  • 1920 x 1080
  • E uma VGA chulé para videos no iPod Touch

Tecnostalgia

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Minha história na internet começou no final de 93, quando a Embratel ainda testava o backbone e liberava o acesso para poucos funcionários através de poderosos 386’s. Eu tinha 11 anos e, para mim, aquilo era o futuro. A navegação era feita com o Mosaic numa sensacional velocidade de 9600 kbps e BBS’s ainda dominavam o mundo.

Já o mundo offline (entenda 99,99% do tempo) se resumia a jogos pixelizados de macacos atirando boomerangs e editores de texto tão sofiticados quanto um ábaco. Os textos eram cuspidos em esporrentas impressoras matriciais Olivia que não podiam ser usadas após as 22 horas sob risco do vizinho reclamar do barulho.

Pensando nesse passado glorioso, percebo algo muito interessante: eu não sinto nenhuma saudade dessa época!

E a gente ainda sonha em saber quando será que Jobs lançará o “MacBook Touch”.

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