O que é, o que é?

Rapidinhas Um comentário »

Qual é o país que ignora a cultura dos países vizinhos, que tem o maior poder bélico e econômico no bloco que pertence, que acha que falar espanhol é coisa de latino cucaracho e que exporta boa parte de sua produção para os outros países menos favorecidos do continente?

Se você pensou nos EUA,  pense novamente.

Constatações da última viagem e  de bate-papos com meu amigo Rafael.

Eclipse Lunar

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lunar_eclipse.jpgSe mesmo depois de ler o título desse post você achar que essa foto aqui do lado é uma imagem de Marte, por favor queira fazer a bondade de fechar seu navegador ou dar uma passada aqui.

Ontem fiquei vendo filmes até altas horas da noite esperando o maldito ecplise. Tudo que vi foram nuvens. Agora é esperar 2010.

Hay que endurecer

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Quando entrei na empresa onde trabalho atualmente, podíamos nos considerar pequenos, visto que éramos aproximadamente 100 pessoas distribuídas em dois andares e meio. Hoje a empresa cresceu e além dos 10 andares que ocupamos em um bem localizado prédio no centro do Rio, temos escritórios em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Manaus. O problema é que junto com o crescimento da empresa, veio o crescimento da burocracia digital e da padronização cega das estações de trabalho. Vou explicar.

Quando recebi meu primeiro computador, eu era o administrador da máquina e tinha acesso total e poderia fazê-lo de gato e sapato. Meu desktop era totalmente customizado para parecer um Mac e instalei o Grub para uma (desnecessária) instalação do Fedora. Fiz tudo isso sem precisar pedir ou me justificar. Instalar qualquer aplicativo era somente uma questão de querer. Faltou memória? Grita com o carinha do suporte que ele te arruma uns pentes bacanas em troca de duas latas de cerveja.

Mas as coisas mudaram. Hoje, ao chegar no escritório, me deparo com algo que considero um ultraje: papeis-de-parede e descansos de tela padronizados em todos os computadores. Uma espécie de socialismo digital onde Fidel é o gerente da rede e os Chevrolet 54 são os nossos HP’s e Dell’s. Absolutamente revoltante. Deve ser uma retaliação à renúncia de Fidel. Só pode.

Mas é óbvio que eu não poderia deixar barato. Juntei a tropa e me preparei para invadir a Baía dos Porcos. Lá, como eu sou uma espécie de paladino da desobediência civil digital, logo tratei de criar um script para reverter a situação. Com um pouco de inventividade, BSOD’s e Google, montei um script camarada para restaurar meu papel de parede.

Em tempo: como papel de parede, seguindo a sugestão do Guia dos Mochileiros da Galáxia, tenho um fundo branco com letras garrafais em vermelho que constantemente me dizem “Don’t Panic”. Muito útil quando se trabalha em contato com clientes.

Mas ainda sobra a questão fundamental sobre o que, de fato, é válido em uma empresa.

Quando eu era criança, sempre reclamei de usar uniformes na escola. Por que diabos eu precisava me vestir igual à todo mundo da sala? Até que no segundo grau foi para uma escola onde não havia uniformes e entendi perfeitamente bem a função: é muito complicado prestar atenção na aula quando aquela sua colega gata está usando uma mini-saia ligeramente menos decotada do que a que a Chun Li usava e deixava a molecada louca quando fazia aquele chute com uma rodada de pernas.

Quando a empresa é pequena, fica fácil de controlar o que cada um está fazendo. Mas e quando o tamanho impede tal coisa? Colocar inspetores em cada andar monitorando qual papel de parede é usado por cada um não é nem de perto uma solução que Stalin usaria. Forçar o papel de parede também não… Acontece que não existe certo ou errado nessa brincadeira e o bom senso tem que falar mais alto na hora de se tomar uma decisão dessas, pois por um lado a liberação pode levar à anarquia. Por outro, o bloqueio leva à indiginação.

Voltemos às réguas de cálculo e ábacos. O máximo de customização que se conseguia neles eram adesivos da Hello Kitty.

Justificativas

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Muitos de vocês (quatro, para ser mais preciso) estão se perguntando se eu teria abandonado de vez esse blog. A resposta, para infelicidade geral, é não. Acontece que meu trabalho nunca havia me gerado tanto trabalho assim e virou corriqueiro ter que sair cedo de casa e chegar bem tarde.

Roda Gigante da Skol

Febeapá Sem comentários »

logo-roda-skol.jpgE lá se foi a roda gigante da Skol, o maior mico publicitário na história da indústria cervejeira (tirando, claro, o Zeca Pagodinho). Tenho orgulho de dizer que não me rendi ao apelo e não dei uma volta naquela cópia mal feita da roda gigante do Tivoly Park (R.I.P.).

Um pouco antes de sair de viagem até dei uma passada por lá para ver se todo aquele frenesi era justificado. Minha resposta veio na forma de gargalhada, quando percebi que a nossa versão da London Eye estava com conjuntivite. Tenho certeza que se Nelson Ned foi lá, inclinou a cabeça 10º para cima e disse: “tá de sacanagem!”.

Houve sucesso comercial? Houve, afinal, o carioca tem o péssimo hábito de sempre se render aos hypes comerciais que aparecem na cidade. Sempre que tem alguma inauguração, o povo lota seja lá o que for, mesmo que seja para dar uma volta numa rodinha de parque-de-diversão-de-interior mais baixa que o prédio onde moro.

Ah, e nem se preocupem, pois não vou entrar no mérito dos R$15,00 cobrados para dar um simples volta, dinheiro suficiente para pagar uma ida ao cinema.

Assim, da mesma forma que mal houve propaganda para anunciar o nascimento daquela cicatriz na orla carioca, tiraram aquele bambolê sem nem uma chance de sobrevida e, que Alah, Buda, JC, Maomé e todos os Deuses Gregos não deixem que esse troço seja remontado no próximo carnaval.

Falando e Andando

Rapidinhas Sem comentários »

Conheci uma pessoa que não consegue falar ao celular e andar ao mesmo tempo. É sério e não é para rir. O curioso é que ela consegue conversar com você enquanto caminha, mas se atende o telefone, pára. Quem ela deve procurar: Dráuzio Varella ou Padre Quevedo?

Estou no mundo a passeio

Aleatoriedades Sem comentários »

Palma, palma, palma, não priemos cânico! Crianças, estou de volta de minha viagem, mas com quase 3 Gb de fotos para photoshopear (viajar com quatro mulheres é duro, rapaziada), ainda não tive tempo de escrever sobre meu tour em terras austrais.

Aos poucos vamos voltando à nossa programação normal.

Ausente

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Em algumas horas estarei me mandando de férias e vou dar umas voltas em terras cisplatinas. Tenho duas missões nessa viagem: a primeira é conseguir ser entrevistado pelo Amaury Jr. no Conrad de Punta del Este. A outra é coletar a maior quantidade de alfajores e trazer intactos de volta ao Brasil.

alfajor.jpg

Diz a lenda que estou indo para lugares civilizados. Se isso for verdade, vou dando flashes da viagem aqui. Caso contrário, dia 09 volto com novidades.

Survivor

Rapidinhas Sem comentários »

Estive fora por uns dias, mas não estive sozinho, pois estava na constante companhia de Amoxilina, Prelone, Xarope Seki, Trimedal, Paracetamol, Celestamin D, Arcóxia e Omeprazol.

Para azar de vocês, sobrevivi e estou de volta.

Importação de Frutas Argentinas

Febeapá Sem comentários »

E o bom e velho FEBEAPÁ continua. Agora vamos analisar uma notícia recentemente vinculada em um grande jornal carioca de nome esférico:

Primeiro cruzeiro gay do Brasil parte do Rio no carnaval

Essa vai fazer a paulistada cair de pau (ui!) em cima de nós cariocas e invocarem o viril espírito bandeirante para fazerem piadas de duplo sentido (não em tandem, mas em singela mesmo) com a masculinidade fluminense.

bandeira_argentina.pngMas tudo não passa de pura falta de informação e deturpação da realidade, pois esse navio, na verdade, nada mais é do que a devolução de uma carga de frutas (e alguma leguminosas anatomicamente avantajadas) argentinas que estavam frescas demais para consumo imediato.

Cogitou-se armazenar a carga no CEASA de Irajá até o Carnaval, na esperança das frutas maturarem até lá. O problema é que a “constante possibilidade” de incêndio no depósito, fez com que os importadores ficassem com medo das frutas queimarem antes da hora. Além disso, outro receio dos importadores era de que a proximidade de Irajá com Bangu III fizesse com que o detento, meliante e cabo da PM Nego Boiça (também conhecido como Pimpão-Treliça), ordenasse o consumo imediato das frutas, reduzindo drasticamente o estoque para o carnaval.

banana.JPGNo fim, mesmo os atacadistas (atacadinhasistas) acabaram desistindo do lobby, pois por estarem frescas demais, as frutas poderiam começar a fazer doce antes da hora, prejudicando o consumo e estragando a dieta de várias Barbies e Kens de academia.

Mas a devolução do navio não sacrifica os estoques para a festa profana, pois uma nova carga hortifrutera já foi encomendada de Campinas e Pelotas e já deve chegar maduras à tempo da pajelança.

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